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A eurodeputada Sara Cerdas (PS) afirmou hoje que o Parlamento Europeu está a trabalhar para tornar compatíveis os dados sobre a situação epidemiológica nos diferentes estados-membros e assegurar a coordenação europeia nomeadamente quanto à abertura de fronteiras.


Sara Cerdas é relatora sombra no programa de saúde europeu EUHealth que, afirmou, é o programa de saúde “mais ambicioso de sempre da União Europeia (UE), contando actualmente com um orçamento, para sete anos, de 9,4 mil milhões de euros.


Nos trabalhos para a finalização do programa, disse aos deputados da comissão de Assuntos Europeus da Assembleia da República, os eurodeputados estão “a trabalhar com afinco” para “garantir que estes dados que nos trazem informação são compatíveis uns com os outros”.


A eurodeputada admitiu que “uma das as grandes dificuldades na resposta europeia” foi a falta dessa “partilha e uniformização da informação”.


“Estamos a trabalhar para que esta resposta seja coordenada e para que falemos uns com os outros, porque não podemos ter agora um estado-membro a abrir as fronteiras sem estar a falar com os seus vizinhos e [...] sem ter critérios epidemiológicos que salvaguardem o porquê de estar a abrir fronteiras ou a tomar determinado tipo de acções neste sentido”, disse a eurodeputada.


Sara Cerdas respondia ao deputado socialista Pedro Bacelar de Vasconcelos, que considerou não haver “dados estatísticos fiáveis para poder comparar” as situações nos diferentes países europeus.

A eurodeputada defendeu também a importância da “articulação entre a autoridade de saúde e o poder local”, porque, embora considerando que houve em Portugal “uma resposta boa” no combate à epidemia, “cada região, cada local, terá uma situação epidemiológica diferente e uma resposta coordenada é fundamental para transmitir segurança às populações”.


Sara Cerdas defendeu aliás que devem ser decidido “um alargamento das competências” do Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças “no âmbito daquilo que é a coordenação de resposta entre os estados membros da UE”.


Agência Lusa

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