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A eurodeputada Sara Cerdas usou como referência o estado da saúde na Madeira e no Porto Santo para exigir mais investimento em políticas para a Saúde, na sua intervenção, em Estrasburgo, durante o debate sobre a Cobertura Universal de Saúde.


“Quando olhamos para a concentração dos recursos humanos em saúde, esta é elevada nas grandes zonas urbanas, provocando uma escassez de recursos em zonas mais distantes. A Madeira e o Porto Santo, como ilhas de uma região ultraperiférica, são um exemplo desta realidade, onde apenas 64% dos habitantes têm médico de família atribuído, deixando 1/3 da população sem um médico responsável pela gestão da sua saúde”, constatou na sua intervenção. Para Sara Cerdas, em última instância, a saúde é uma escolha política e “se não investimos na saúde estamos a desinvestir na nossa sociedade”.



A eurodeputada socialista apelou à criação de mecanismos de apoio e implementação de políticas promotoras de saúde por parte da União Europeia aos Estados-Membros, que visem um maior investimento em todas as áreas da saúde, desde os determinantes sócio-económicos e ambientais aos serviços prestadores de cuidados de saúde.


A sessão plenária de 23 de outubro, em Estrasburgo, debateu como é que a União Europeia poderá contribuir para que o acesso universal à saúde seja garantido, ou seja, para que todos os indivíduos e comunidades possam receber os serviços de saúde que necessitam, sem que fiquem expostos a dificuldades financeiras.


No mês passado, em Nova Iorque, no decorrer da Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), realizou-se uma Reunião de Alto Nível sobre a Cobertura Universal de Saúde. Nessa reunião, o ainda Comissário Europeu da Saúde e Segurança Ambiental, Vytenis Andriukaitis, afirmou que a União Europeia estava fortemente comprometida em atingir os Objetivos de Desenvolvimento Global, em que um dos focos é alcançar o acesso universal à saúde.

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A eurodeputada socialista madeirense Sara Cerdas foi nomeada pelo grupo dos Socialistas e Democratas Europeu para presidir o Grupo de Trabalho em Saúde do Parlamento Europeu.



Para Sara Cerdas, “é sem dúvida uma grande honra e responsabilidade ter sido escolhida para este cargo. Esta posição é uma excelente oportunidade para trazer à discussão no Parlamento Europeu as temáticas relacionadas com a saúde, assim como defender a promoção da saúde e bem-estar para todos os cidadãos europeus. Será possível discutir um maior acesso equitativo à saúde tendo em conta, por exemplo, as necessidades sentidas nas Regiões Ultraperiféricas, como é o caso da Madeira, bem como o investimento e investigação nesta área”.


A eurodeputada considera que esta nomeação resulta de um intenso processo negocial, que demonstra como o grupo dos socialistas e democratas Europeu está empenhado em discutir e aprofundar a discussão da saúde no Parlamento Europeu.


O Grupo de Trabalho em Saúde é uma estrutura associada à Comissão de Trabalho do Ambiente, da Saúde Pública e da Segurança Alimentar (ENVI), que acompanha e debate as temáticas de saúde europeias, com profissionais e instituições de saúde, investigadores, universidades e organizações governamentais e não governamentais. 

Os Presidentes são responsáveis por planear e coordenar o trabalho do grupo, bem como gerir toda a sua conduta e os temas a discutir.


Esta partilha de conhecimento permitirá trazer à atenção da Comissão ENVI temas cruciais no âmbito da saúde e influenciar o processo legislativo dentro do parlamento. O grupo de trabalho lida com questões como pesquisa sobre cancro, doenças transmissíveis e resistência a antimicrobianos, saúde ambiental, doenças mentais, doenças cardiovasculares, promoção de estilos de vida saudáveis, tecnologia e sustentabilidade nos sistemas de saúde.

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A eurodeputada Sara Cerdas interveio ontem, em plenário, no debate sobre a ‘Luta Contra o Cancro’, para questionar quais as estratégias concretas que a Comissão irá adotar para reduzir os fatores de risco determinantes para o desenvolvimento da doença oncológica.



Na sua intervenção, a deputada madeirense ao Parlamento Europeu exigiu respostas. “Não basta estarmos em debates, precisamos de agir e implementar medidas. Os cidadãos querem resultados concretos e eficazes, querem um maior investimento na investigação para o cancro e no desenvolvimento de novas tecnologias de diagnóstico e de tratamento, bem como um melhor acesso aos fármacos.”


Em setembro, em Estrasburgo, Sara Cerdas já tinha intervindo em plenário no mesmo debate, onde defendeu mais apoios para a investigação científica. No entanto, a resposta obtida não foi, na sua opinião, suficientemente esclarecedora e, por isso, sentiu necessidade de reforçar e questionar novamente a Comissão.


Sara Cerdas pediu à Comissão um trabalho mais articulado entre o Parlamento Europeu, através da sua Comissão Parlamentar ENVI, a Comissão Europeia e o Conselho, no sentido de mitigar a duplicação de esforços, com um melhor uso de recursos disponíveis e de forma a dar uma resposta eficiente aos cidadãos.


O cancro é atualmente a segunda causa de morte na Europa, sendo em 2018 foi responsável por 1,4 milhões de óbitos, número este em tendência crescente na última década. Destes casos, 30 a 50%, poderiam ser evitados através da redução de fatores de risco e da implementação de estratégias preventivas baseadas na evidência.

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