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Sara Cerdas interveio esta quarta, em plenário, no Parlamento Europeu, para apelar a soluções pacíficas e diplomáticas na Venezuela, no âmbito das próximas eleições neste país.

“Com eleições previstas para dezembro, que se realizam num contexto de crise pandémica, mas também num contexto social, político e económico de degradação. É importante que enquanto União Europeia tenhamos um papel ativo e estejamos na linha da frente na questão da Venezuela. Precisamos de soluções pacíficas e democráticas”, invocou a eurodeputada.

Sara Cerdas deixou ainda um apelo ao Vice-Presidente da Comissão Europeia e Alto Representante para a Ação Externa, Josep Borrell, “para que continue os seus bons ofícios no sentido de garantir que a linha diplomática e o diálogo com todos os intervenientes se mantenha aberta”. A eurodeputada lembrou ainda no plenário que “somos eleitos para trabalhar para as pessoas, temos de garantir também que o povo da Venezuela pode contar com o nosso apoio e solidariedade”.

O debate teve como objetivo discutir a posição da União Europeia, antes das eleições legislativas na Venezuela, após a decisão de não enviar observadores. Surge após as conclusões de uma missão de funcionários do Serviço Europeu para a Ação Externa (SEAE) que esteve recentemente em Caracas, cujas conclusões indicam que “não existem atualmente condições para um processo eleitoral livre, justo e democrático”.

O Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela anunciou no início de setembro que 107 partidos políticos apresentaram 14.400 candidatos para as eleições legislativas previstas para 6 de dezembro no país.

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Diversos eurodeputados uniram-se esta manhã, no Parlamento Europeu em Bruxelas, para defender a manutenção do orçamento do POSEI (Programa de Opções Específicas para o Afastamento e a Insularidade nas RUP) no âmbito do próximo Quadro Financeiro Plurianual 21-27, no sentido de exprimir a sua preocupação e pressionar a Comissão e o Conselho Europeu a não aplicar cortes no envelope financeiro.

Sara Cerdas opõe-se veementemente aos cortes propostos pela Comissão e alerta que “sem o apoio contínuo da União Europeia, as produções locais tornam-se vulneráveis. No caso das Regiões Ultraperiféricas, devido às suas necessidades específicas, no que diz respeito ao seu afastamento, insularidade, pequena dimensão, orografia e clima, qualquer corte neste programa será desastroso para os agricultores”.

“Não aceitaremos cortes no POSEI! A União Europeia deve manter as dotações para este programa se pretende que a produção e a economia local nestas regiões não entre em declínio. A economia das regiões ultraperiféricas já está a entrar em recessão, pelo que não faz qualquer sentido reduzir o financiamento de apoio. Pelo contrário, estas verbas devem ser reforçadas”, ressalta a madeirense.

Desde que a Comissão Europeia apresentou a intenção de cortar, em 3,9%, as verbas do POSEI para as regiões ultraperiféricas, Sara Cerdas e os eurodeputados socialistas no Parlamento Europeu têm reivindicado a manutenção das verbas, dirigindo diversas cartas aos mais altos representantes.

Mais recentemente a eurodeputada assinou uma carta dirigida à Presidente da Comissão Europeia, Ursula von Leyen, e à Ministra da Agricultura alemã, Julia Klöckner, que expunha os motivos e pedia a manutenção das verbas do POSEI.

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