2035 sem novos carros e carrinhas poluentes na UE

Sara Cerdas congratula-se pela aprovação, em plenário, da posição do Parlamento Europeu sobre a proposta de regulamento que impõe metas para as emissões de CO2 em novos automóveis de passageiros e veículos comerciais ligeiros no mercado, para o qual foi negociadora pelo Grupo dos Socialistas e Democratas (S&D).


“A situação atual é dramática: o setor dos transportes representa cerca de 25% do total de emissões na União Europeia e não apresenta tendências de redução das emissões. Para alterar este rumo, é necessário que os fabricantes de automóveis cumpram progressivamente uma série de metas que visam reduzir as emissões de CO2, com o objetivo final de reduzir as emissões em 100% em 2035 - isto significa que a partir de 2035 não teremos mais novos carros e carrinhas poluentes nas estradas.”


A eurodeputada do PS aponta que esta transição “é inevitável” se queremos combater as alterações climáticas, salvaguardar a sobrevivência do planeta e proteger as futuras gerações, para além dos ganhos que proporcionará em termos de saúde. “É necessário orientar o sector para a descarbonização, com o intuito de aumentar a oferta de tecnologias zero emissão, reduzir os preços e criar mais rapidamente um mercado de segunda e terceira mão de veículos ligeiros de zero emissões”, avança.


“Se é certo que esta transição terá impactos na sociedade, também é certo que existem mecanismos de apoio nacional e regional para mitigar estes mesmos impactos, assim como pedimos à Comissão que apresente novas medidas, se necessário. Esta foi uma negociação difícil, que muito dividiu este Parlamento Europeu, derivado às influências pelos interesses dos lobistas automóveis. Prevaleceu, porém, a posição que exige à indústria que faça a sua parte nesta transição e estou, por isso, satisfeita com o resultado.”


A proposta de regulamento, que integra o pacote legislativo “Fit for 55”, e que segue os compromissos climáticos da Lei do Clima e do Acordo de Paris, apoia a data final de novos automóveis a motores de combustão interna em 2035, garante maior monitorização dos impactos no sistema de mobilidade, nos trabalhadores e nos consumidores, e apela a financiamento direcionado para mitigar o impacto económico negativo da transição. A proposta segue agora para negociações entre as três instituições europeias - Parlamento, Comissão e Conselho.