Comissária da Saúde confirma a Sara Cerdas vacinação de 70% da população até ao verão

Esta manhã, a Comissária Europeia com a pasta da Saúde, Stella Kyriakides, durante uma audição no Parlamento Europeu, e em resposta à eurodeputada Sara Cerdas, confirmou que o objetivo de vacinar 70% até ao verão ainda se mantém, apesar dos atrasos que ocorreram com as vacinas no primeiro trimestre deste ano.

Sara Cerdas apontou o facto de “em 4 meses, vacinamos 22% da população, mas apenas 8% têm ambas as inoculações necessárias” e questionou sobre o que está a ser feito para atingir a meta de vacinar 70% da população até ao verão. Ainda que o objetivo seja “ambicioso”, a Comissária acredita ser “viável”, uma vez que, contrariamente ao primeiro trimestre, onde se verificaram “grandes desafios”, a administração de vacinas está a acelerar neste segundo trimestre e que já estamos a ver grandes progressos com a garantia de elevadas quantidades de vacinas a serem entregues.


A eurodeputada do PS, na ocasião, questionou ainda a Comissária sobre “as suas principais preocupações ao levantar as patentes de vacinas COVID-19 já aprovadas”, interpelando se “não deveríamos recorrer a todos os recursos disponíveis para garantir que temos vacinas suficientes para a UE e o mundo, sendo esta a única ferramenta eficaz, segura e aprovada de que dispomos até ao momento para enfrentar o SARS-CoV-2 e a pandemia COVID-19?”. Sara Cerdas questionou ainda sobre o processo de certificação de laboratórios de países terceiros, no sentido de aumentar a capacidade de produção de vacinas.

Ainda durante a tarde, no âmbito da Comissão de Saúde Pública, Segurança Alimentar e Ambiente do Parlamento Europeu, os eurodeputados participaram numa audição à Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre o pacote da União Europeia da Saúde e a resposta global à pandemia. Sara Cerdas, que atualmente tem em mãos um relatório sobre as ameaças transfronteiriças graves para a saúde, apelou a um esforço conjunto, a uma aposta na melhoria da implementação do regulamento internacional da saúde e na necessidade de uma resposta global a futuras ameaças.