Economia azul sustentável é fomento de novas oportunidades, diz Sara Cerdas

O Parlamento Europeu aprovou hoje o relatório “Rumo a uma economia azul sustentável na UE: o papel dos setores da pesca e da aquicultura”. À margem do debate sobre este em plenário, Sara Cerdas interveio para enaltecer a importância que estes setores desempenham no desenvolvimento das regiões ultraperiféricas (RUP).


“É inegável o papel que a economia azul sustentável pode desempenhar na prosperidade das regiões ultraperiféricas da UE que, devido à sua insularidade, estão especialmente dependentes de certas atividades, como o transporte marítimo e o turismo. Mas a descarbonização significa novas oportunidades, a criação de postos de trabalho e novas formas de atrair turismo com o objetivo de assegurar coesão territorial, social e económica.”


A Eurodeputada do PS realça o bom trabalho e os esforços da Eurodeputada do PS Isabel Carvalhais, relatora principal deste relatório, no compromisso em defender os interesses das regiões ultraperiféricas. Sara Cerdas teve também um papel de destaque na elaboração deste relatório, dado que foi negociadora para a opinião sobre este da Comissão de Transportes e Turismo.


Na sua intervenção apontou ainda que, para além da necessidade de “garantir a proteção dos oceanos e dos seus recursos marinhos, reconhecendo o potencial de biodiversidade das regiões ultraperiféricas”, “a transição climática e energética implicará a descarbonização destes setores, através da identificação de sinergias e boas práticas, como a implementação de projetos piloto na área das energias renováveis nas RUP, e maior coordenação na transição a todos níveis - nacional, regional e local.”


O relatório aprovado reforça, de forma geral, a necessidade de considerar as especificidades das regiões ultraperiféricas, apelando inclusive à criação de um POSEI transportes para abordar problemas de insularidade e conectividade e aumentar rotas comerciais. Apela também ao incremento de investimentos não só para melhorar os portos destas regiões, mas também para aumentar inovação e investigação com vista ao desenvolvimento de práticas sustentáveis do ponto de vista social e económico. Reforça ainda a necessidade de soluções para melhorar frotas pesqueiras e as condições dos pescadores e o combate à poluição marinha de plásticos.


A 17 de maio de 2021, a Comissão Europeia apresentou uma comunicação relativa a uma nova abordagem para uma economia azul sustentável na UE, conforme o apelo do Pacto Ecológico Europeu no sentido de transformar a nossa economia para que seja mais eficiente e competitiva, eliminando progressivamente as emissões de carbono, protegendo o ambiente e a biodiversidade e não deixando ninguém para trás. A posição do Parlamento Europeu estabelece uma agenda geral para atingir estes objetivos, que assenta numa economia azul sustentável e na proteção dos três pilares: ambiental, social e económico.