Estratégia Farmacêutica para a Europa precisa dar resposta às necessidades das RUPs

Sara Cerdas defendeu hoje, no Parlamento Europeu em Bruxelas, o combate à escassez de medicamentos, em especial o reforço do acesso equitativo nas regiões mais remotas da UE, como as Regiões Ultraperiféricas, e um estatuto especial para as substâncias antimicrobianas.

Foi durante o debate sobre a Estratégia Farmacêutica para a Europa, ontem apresentada pela Comissão Europeia, que a socialista usou o momento para partilhar algumas considerações sobre duas áreas prioritárias: a escassez de medicamentos e a resistência aos antimicrobianos.


Referindo-se à escassez de medicamentos como “um flagelo que assola a União Europeia”, considera que “para atingirmos a acessibilidade a medicamentos eficientes e inovadores, uma especial atenção deverá ser dada a toda a cadeia”, e destacou ainda neste âmbito a importância de “reforçar e assegurar um acesso equitativo às regiões mais remotas da UE, de que são o caso as regiões ultraperiféricas”.

A eurodeputada congratula a iniciativa da Comissão Europeia e avalia a estratégia como um “bom ponto de partida”, mas apela a mais ambição no combate à resistência antimicrobiana. “Gostaria de ver um estatuto especial criado para as substâncias antimicrobianas, que se revelará essencial para proteger estas importantes, mas escassas, armas terapêuticas”. “A União Europeia tem de ser o líder global nesta batalha e a resposta está na abordagem de uma só saúde”, referindo-se a uma resposta, em todos os setores, no combate à resistência aos antimicrobianos, com especial atenção à interligação entre a saúde animal, humana e ambiental.

A Estratégia Farmacêutica para a Europa visa garantir o fornecimento de medicamentos seguros e acessíveis e enfrentar as fragilidades sentidas na área dos medicamentos. A estratégia complementa as respostas que a União Europeia tem dado à crise, para fortalecer a sua intervenção na área da saúde, e está alinhada com diversos programa europeus, como o Horizonte Europa e o programa europeu para a saúde, o EU4Health, do qual a madeirense é relatora.