Sara Cerdas alerta para a urgência na estratégia para a vacina COVID-19

Sara Cerdas inquiriu hoje a Comissária Europeia com a pasta da Saúde, Stella Kyriakides, sobre a estratégia europeia para a vacinação contra o COVID-19 e distribuição pelos Estados-Membros, durante uma reunião da Comissão de Saúde Pública, Segurança Alimentar e Ambiente (ENVI) no Parlamento Europeu.


Nesta troca de pontos de vista, a socialista apelou a uma estratégia e coordenação da Comissão Europeia para a distribuição de uma eventual vacina, de modo a garantir que todos os Estados-Membros e cidadãos europeus têm acesso à vacina e que ninguém é deixado para trás. “Precisamos de uma vacina segura e efetiva, desenvolvida através de um processo transparente, e que quando estiver disponível, seja acessível a todos. Questiono assim qual é a estratégia da Comissão Europeia para a distribuição desta vacina pelos Estados-Membros, e quais serão os critérios de prioridade, se terão em conta a situação epidemiológica dos Estados-Membros, e se haverá alguma estratégia para priorizar os grupos de risco e os mais vulneráveis no acesso à vacina?”.

Stella Kyriakides não respondeu à pergunta da eurodeputada socialista nem a de outros eurodeputados relativamente à acessibilidade e estratégia de distribuição. No entanto, informou que a Comissão Europeia está neste momento a trabalhar com diferentes empresas responsáveis pelo desenvolvimento de vacinas e tecnologias de produção em massa, com o objetivo de acelerar o desenvolvimento de uma vacina eficaz contra o COVID-19. Porém, refere que ainda não é possível estimar quando a vacina estará pronta, mas que os esforços estão a ser feitos para agilizar o processo. A Comissária apelou ainda ao sentido de solidariedade e interajuda entre os Estados-membros.

Sara Cerdas, que neste momento está a trabalhar na proposta legislativa para o programa de saúde europeu, congratula a Comissão Europeia pela iniciativa da conferência de doadores que já angariou desde o mês passado 9,8 mil milhões de euros, de modo a assegurar o desenvolvimento, produção e acesso equitativo às vacinas, à qual Portugal também já cooperou com o esforço de 10 milhões de euros.