Sara Cerdas apela à Presidência Eslovena para que dê continuidade à Política de Coesão

A Eslovénia assumiu a presidência rotativa do Conselho da União Europeia (UE) no dia 1 de julho, após Portugal, sob o lema “Unida. Resiliente. Europa.”. No seguimento da apresentação no Parlamento Europeu do programa para os próximos seis meses, Sara Cerdas apela à Presidência Eslovena “continuidade ao bom trabalho da Presidência Portuguesa” no campo da Política de Coesão.

“A Política de Coesão da União Europeia tem um importante peso na redução das disparidades económicas, sociais e territoriais significativas que ainda persistem nas diferentes regiões. Queremos que todas as regiões da União Europeia sejam mais resilientes, capazes de gerir e responder a futuras situações de crise, ao mesmo tempo que se constrói uma ponte de desenvolvimento que não deixa nenhuma região para trás.”


A eurodeputada do PS saúda a pretensão da Presidência Eslovena em “envolver os Estados-Membros na preparação do que deverá ser a programação da Política de Coesão para os próximos anos”. No entanto, considera que “será igualmente importante envolver as diferentes regiões, as suas experiências anteriores, com especial atenção às dificuldades específicas das regiões mais afastadas, como as Regiões Ultraperiféricas.”


Muitos são os desafios que se avizinham nos próximos seis meses, sendo o mais importante assegurar a retoma da economia e a recuperação estratégica da União. Sara Cerdas considera que existe espaço para criar sinergias entre o Mecanismo de Recuperação e Resiliência e a Política de Coesão. “Em total sinergia com os outros mecanismos da UE, nomeadamente a implementação do Next Generation UE, que financiará os planos de recuperação e resiliência nacionais, a Política de Coesão também contribuirá substancialmente para alcançar uma transição verde, digital e um crescimento sustentável.”


A Presidência rotativa do Conselho da União Europeia (UE) assume como prioridades, para além da recuperação, a União Europeia da Saúde, a implementação do mecanismo de recuperação e resiliência, a transição verde, a cibersegurança e a transformação digital, a Conferência sobre o Futuro da Europa e o Estado de direito.