Sara Cerdas defende programa EU4Health como resposta aos desafios em Saúde

Sara Cerdas defendeu hoje as linhas de ação prioritárias do novo programa europeu para a Saúde, o EU4Health, enquanto relatora deste programa, durante a sessão plenária do Parlamento Europeu. 


“Os europeus pediram. E hoje, este parlamento dá a resposta”, começou por referir. “A comissão apresentou como resposta o plano mais ambicioso de sempre para a saúde europeia. Mas este Parlamento foi mais além. Aprovaremos um programa centrado em dois pontos fundamentais, para não repetirmos os erros do passado e garantirmos um futuro sustentável: um programa centrado em Saúde em Todas as Políticas, e Uma Só Saúde”.

A eurodeputada afirma que este programa será capaz de dar resposta aos principais desafios para a saúde, “não deixando ninguém para trás”, e acredita que poderá capacitar “a resposta em saúde da União”, “voltado para a redução das desigualdades em saúde, que garanta a acessibilidade universal aos cuidados de saúde, e tenha uma abordagem focada na promoção da saúde e nas diferentes vertentes da prevenção de doença, com melhorias da literacia em saúde das populações”.

Na intervenção, realizada à distância no gabinete do Parlamento Europeu em Portugal, Sara Cerdas apelou a uma resposta coordenada, resultado das lições apreendidas nesta pandemia. “Porque a saúde da UE não pode estar a 27 velocidades, urge uma maior harmonização e coordenação em resposta a crises em saúde, e para isto pedimos a criação um mecanismo europeu de resposta a ameaças em saúde pública. Não podemos esperar por outra pandemia”, referindo a importância de implementar “testes de stress” aos diversos sistemas de saúde dos 27 estados-membros, para identificar as “principais falhas e oportunidades”, “com parâmetros mínimos para os cuidados de saúde prestados”.

“A evidência científica diz-nos que por cada euro investido em intervenções em saúde pública, o retorno a longo prazo é de 14 vezes. Com a conclusão das negociações, o orçamento foi triplicado para 5,1 mil milhões. Agora, é altura de o multiplicarmos por 14”, concluiu a eurodeputada e também médica com formação em saúde pública, que vê o seu trabalho, e as intensas negociações que advieram nos últimos meses, colher os primeiros resultados.

A resolução será votada amanhã no plenário do Parlamento Europeu.