Sara Cerdas discute prioridades para o novo relatório sobre a estratégia das RUP

Os eurodeputados das Regiões Ultraperiféricas (RUP) estiveram esta manhã reunidos para debater as visões e prioridades que devem ser integradas no novo relatório do Parlamento Europeu sobre a estratégia para as RUP.


A eurodeputada Sara Cerdas agarrou a oportunidade para elencar as prioridades que considera serem emergentes no curto e médio espaço de tempo, como é o caso da manutenção do POSEI, o programa específico de apoio à RUP para fazer face ao afastamento e à insularidade.

“O POSEI, como nós sabemos, está em discussão, foi autorizado que se mantenham os mesmos valores até ao final de 2022. A questão que se coloca é o que acontece entre 2023 e 2027, ou seja, até ao final do Quadro Financeiro Plurianual. Temos aqui no Parlamento Europeu uma posição de força, fazer valer a importância que este mecanismo tem para a nossa agricultura e para o desenvolvimento das nossas regiões e temos de influenciar ao máximo as negociações, para que o POSEI seja mantido, tendo em conta sua importância”.

Sara Cerdas considera, em analogia, que “o POSEI para a PAC são migalhas, mas para nós é uma fatia muito importante e muito crucial do bolo”, e que os deputados no Parlamento Europeu devem tirar partido do facto de Portugal estar à frente da Presidência do Conselho, “para fazer valer a importância que este mecanismo tem para o desenvolvimento das RUP”.

Durante a reunião, a eurodeputada apontou também a necessidade de reforçar a parceria entre as nove Regiões Ultraperiféricas da UE, de “trabalho em rede”, e a importância de reafirmar e aprofundar todo o potencial que estas trazem para o projeto europeu, nomeadamente em termos de biodiversidade, ambiente, das economias verde, azul e digital, bem como a dimensão de uma estratégia geopolítica.

Os eurodeputados presentes deixaram o compromisso de continuar o trabalho de cooperação e de melhoria do relatório “A Nova Estratégia em relação às RUP”, atribuído ao eurodeputado Stephane Bijoux, oriundo da Guiana Francesa, garantindo assim a defesa intransigente das prioridades e necessidades destes territórios, tendo em conta a nova realidade epidémica e as consequências sociais e económicas que enfrentam.