Sara Cerdas exige plano europeu transectorial de respostas a ameaças em saúde pública

Sara Cerdas apelou à criação de um mecanismo de resposta transectorial a ameaças e emergências de saúde pública, para fazer face às consequências nos diversos setores de atividade que estão a sofrer repercussões com o surto do Covid-19. “O impacto faz-se sentir por toda a Europa, não apenas com a saturação dos serviços de saúde, mas também no sector económico, do turismo e demais setores”, referiu esta manhã na sua intervenção em plenário.

A eurodeputada alertou para a necessidade de a Comissão Europeia “responder a estas necessidades prementes e preparar-se para futuras ameaças, e para isto precisamos dum plano transectorial de respostas a ameaças em saúde pública, que dê uma resposta concertada e homogénea ao longo de toda a Europa, e que envolva todos os sectores. Desta forma estaremos mais protegidos e melhor preparados”.


Ao constatar que “mais uma vez, são os mais vulneráveis socialmente que se encontram em maior risco perante uma situação que tem já importantes reflexos na economia, emprego e sociedade europeia”, a socialista está preocupada com a situação não apenas na saúde, mas o seu impacto, por exemplo, nos empregos ligados ao sector do Turismo, como é o caso da Madeira, e por isso exige medidas concretas e uma resposta da Comissão a estas necessidades.


A socialista aproveitou ainda para deixar uma palavra de agradecimento a todos os profissionais de saúde que estão a lidar com o surto do COVID-19 por toda a União Europeia e além-fronteiras.


À luz dos eventos atuais relacionados com o COVID-19, a eurodeputada instou o Presidente do Parlamento Europeu, David Sassoli, no sentido solicitar o desenvolvimento de um “Plano de Contingência para Ameaças e Emergências de Saúde Pública no Parlamento Europeu”, um plano dinâmico, completo, acessível e baseado em evidências, desenvolvido com a experiência de profissionais de saúde pública, como o ECDC e/ou outras autoridades de saúde pública. O objetivo é que este plano de contingência forneça medidas concretas para as diferentes fases de surto, evitando medidas “ad hoc”, como as que se têm verificado atualmente no Parlamento Europeu.


Desde o início da evolução deste surto que a eurodeputada tem tido um papel ativo de cooperação com as outras entidades europeias, nomeadamente com diversas interpelações à Comissão Europeia e reuniões com organizações europeias e internacionais.