Sara Cerdas quer turismo e transportes na vanguarda da inovação e desenvolvimento sustentável

Sara Cerdas apela à criação de formas de incentivo à inovação e desenvolvimento sustentável no sector do turismo e transportes nas Regiões Ultraperiféricas (RUPs), de modo a garantir uma maior modernização e versatilidade ao sector. Considera que as regiões ultraperiféricas podem ser usadas estrategicamente, pela União Europeia, como potenciadoras de projetos-piloto neste âmbito.

A eurodeputada enviou as suas contribuições para o programa de trabalho da Comissão Europeia para o próximo ano, atualmente em discussão no Parlamento Europeu, ao seu grupo político, onde especificou estas prioridades e diretrizes políticas em relação às RUPs. “As regiões ultraperiféricas, devido às suas especificidades, e considerando a sua importância geoestratégica para a União Europeia, devem ser utilizadas na investigação e melhoria de novos projetos sustentáveis nos setores de turismo e transportes, de acordo com os objetivos do Pacto Ecológico Europeu”, refere a eurodeputada. “O investimento a longo prazo nos setores de turismo e transporte é crucial para incentivar a inovação nas regiões ultraperiféricas, a fim de fornecer uma base sustentável para o desenvolvimento socioeconómico. São um local privilegiado para a aplicabilidade de projetos experimentais-piloto nestes sectores”, acrescenta. Neste sentido, Sara Cerdas considera que a Comissão Europeia deve trabalhar num programa específico para o setor de turismo, a fim de garantir uma transição justa e sustentável, permitindo que o setor se adapte de acordo com o pacto ecológico europeu. Todos os anos, a Comissão Europeia adota um programa de trabalho onde define as suas principais iniciativas para o próximo ano, refletindo igualmente as principais prioridades do Parlamento Europeu e do Conselho Europeu. O Programa de Trabalho da Comissão informa as instituições e empresas, os cidadãos europeus e a sociedade em geral quanto às orientações e prioridades políticas. Neste momento, os grupos políticos devem enviar as suas contribuições, no sentido de integrar as suas prioridades neste mesmo programa. A apresentação do programa da Comissão deverá decorrer em setembro e a votação em sessão plenária, no Parlamento Europeu, em dezembro, salvo indicações contrárias.