UE deve dar especial atenção à agricultura sem carbono nas Regiões Ultraperiféricas

Sara Cerdas recordou à Comissão Europeia a necessidade de uma abordagem na transição verde que tenha em conta as especificidades das regiões ultraperiféricas e dos seus diferentes tipos de agricultura e questionou se tenciona aplicar incentivos para ações de cultivo agrícolas sem emissões de carbono.

A eurodeputada apontou que, embora a transição para uma agricultura sem carbono seja uma prioridade da União, é necessário ter em conta as especificidades com que se deparam os agricultores das diferentes regiões da UE, como as regiões ultraperiféricas, onde a sua orografia acentuada e o tipo de solo “impossibilitam o uso de máquinas pesadas e exigem trabalho manual árduo”, o que os coloca em desvantagem face a grandes superfícies.


Durante a audição com a Comissão Europeia, na Comissão de Saúde Pública, Segurança Alimentar e Ambiente (ENVI) do Parlamento Europeu, Sara Cerdas questionou o modo como a União Europeia vai disponibilizar auxílios e formação aos agricultores destas regiões, a fim de cumprir os objetivos da UE, nomeadamente do Pacto Ecológico Europeu, e de apoiar os Estados-Membros nesta transição.


Foi ainda enaltecido o papel que a agricultura deverá desempenhar no combate às alterações climáticas, proteção do ambiente e da biodiversidade, tendo em conta os grandes esforços climáticos envolvidos no pacote legislativo “Fit for 55” atualmente em negociações, que visa cumprir a meta de redução de pelo menos 55% das emissões até 2030 e atingir a neutralidade climática até 2050.


A União Europeia alocou através da Política Agrícola Comum (PAC) 155 mil milhões de euros entre 2023-2028 destinados à meta climática. Os membros da Comissão ENVI analisaram os resultados dos estudos recentemente publicados sobre ciclos de carbono sustentáveis no sector agrícola, nomeadamente ações, oportunidades e restrições da agricultura de carbono como modelo de negócios e o seu papel na transição climática.