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Sara Cerdas chefiou esta semana a missão do Parlamento Europeu à 75.ª Assembleia Mundial de Saúde, em Genebra. Na ocasião a eurodeputada alertou para a importância de definir uma estratégia coordenada para salvaguardar a saúde mental dos profissionais de saúde, considerando que “existe um grande desgaste físico e mental, que resulta da enorme carga e pressão, após 2 anos de combate pandémico”.

Na fotografia: Sara Cerdas, Dr. Tedros Adhanom e Dra. Oxana Domenti


“Dois anos volvidos de pandemia, as estatísticas revelam dados preocupantes sobre a saúde mental dos profissionais de saúde: burnout, sintomas depressivos e transtorno de stress pós-traumático. Urge, por isso, salvaguardar os nossos profissionais de saúde, o seu bem estar físico e mental, e de alinhar uma estratégia coordenada que responda a este flagelo."


Ao longo de três dias de missão, Sara Cerdas esteve reunida com o Dr. Tedros Adhanom, que renova o mandato como Diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), com Diretores Regionais da OMS, e diversos diretores e peritos de diferentes departamentos da Organização. O último dia de missão foi reservado para reuniões com Organizações Não Governamentais.


Sobre o balanço, a eurodeputada enaltece que “a Assembleia deixou evidente que a União Europeia tem sido líder na saúde global e na prevenção de doenças através da sua legislação. A missão foi muito enriquecedora para os trabalhos no âmbito de políticas de saúde no Parlamento Europeu, pois deliberamos sobre como fortalecer e melhorar a nossa ação e resiliência, com um objetivo sempre presente: o de mais e melhor saúde para todos os cidadãos”.


A 75.ª Assembleia Mundial de Saúde decorre até ao dia 28 de maio. O órgão decisório da OMS reúne anualmente os ministros de saúde de todo o mundo e atores mundiais de relevo na área da saúde para trocar sinergias e alinhar prioridades e estratégias globais em saúde. Em missão esteve uma comitiva do Parlamento Europeu, de 4 deputados, chefiada por Sara Cerdas, entre os dias 23 e 25 de maio.


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Sara Cerdas apelou à Comissão Europeia e aos Eurodeputados que encontrem “ações imediatas para as regiões ultraperiféricas que promovam uma efetiva coesão social e territorial, através da conetividade aérea e marítima, o emprego e o acesso à formação e derrogações na transição ambiental, que permitam às regiões ultraperiféricas a sua plena adaptação”.

A eurodeputada referia-se, em específico, à estratégia renovada para as regiões ultraperiféricas apresentada pela Comissão Europeia, no passado dia 3 de maio. Sara Cerdas saudou a estratégia, que “coloca as pessoas em primeiro lugar e que contempla os desafios que estas regiões, como a Madeira e os Açores, enfrentam”, mas enfatizou os desafios que persistem nestas regiões, como as “taxas de emprego abaixo da média da UE, especialmente entre os jovens, o alto nível de pessoas em risco de pobreza e o declínio populacional”.

No Parlamento Europeu, estão em curso as negociações do pacote legislativo “Fit for 55”, que visa assegurar que a União Europeia cumpre a meta de redução de pelo menos 55% das emissões até 2030, relativamente aos níveis de 1990, e atingir a neutralidade climática até 2050.

Sara Cerdas está a trabalhar em emendas, em conjunto com outros eurodeputados, para irem a plenário em junho, no âmbito deste pacote legislativo. As alterações visam derrogações para as regiões ultraperiféricas na transição ambiental, uma vez que o atual pacote não está a salvaguardar de forma suficiente às necessidades e especificidades das regiões ultraperiféricas. Pretende-se que estas regiões possam dispor de mais tempo para se adaptarem à transição climática e energética, sem colocar em causa o seu desenvolvimento socioeconómico, nomeadamente com o transporte de passageiros e mercadorias.

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Sara Cerdas voltou a reivindicar a criação de um gabinete da Região Autónoma da Madeira em Bruxelas, que tenha um representante permanente na defesa dos interesses da Região.


O tema esteve em cima da mesa no seguimento de uma reunião com representantes regionais, de visita a Bruxelas, no âmbito do projeto FORWARD - projeto que visa reforçar a visibilidade e o reconhecimento das capacidades e “expertise” em investigação e inovação nas regiões ultraperiféricas (RUP).


A Eurodeputada critica o desinteresse do Governo Regional em dar continuidade a esta reivindicação. “Infelizmente continuamos sem gabinete da Madeira em Bruxelas, há muito uma reivindicação do PS Madeira. Se por um lado o Governo Regional inaugurou um espaço dando conta desse intuito, após mais de 2 anos e meio continuamos com a cadeira vazia.”


“O gabinete dos Açores, representado em Bruxelas, prova esta necessidade. Faz um bom trabalho ao nível do network, da troca de sinergias e de reivindicação das suas necessidades em Bruxelas, junto das diferentes instituições e organismos da União Europeia, no âmbito da cooperação inter-regional, na defesa da ultraperiferia, dos seus setores e das suas especificidades. É preciso esclarecer que o gabinete não substitui o Governo Regional, nem mesmo o trabalho das Eurodeputadas eleitas pela Madeira, mas é um facilitador da ação governativa, o que reforça a capacidade de intervenção e permite uma maior proximidade com as principais instituições e participação nas propostas em discussão.”


Durante a reunião com os representantes do projeto FORWARD, Claudio Mantero e Lucio Quintal, ficou patente a necessidade de melhorar o network da Madeira em Bruxelas, especialmente ao nível do conhecimento - melhorar os recursos locais e estruturas públicas, bem como o diálogo entre os cidadãos e entre regiões ultraperiféricas. “A troca de sinergias com as outras ilhas e RUPs europeias, para criar uma network específica, permitirá uma maior ação ao nível de projetos-piloto, que depois possam ser potencializados pelos fundos europeus e através de consórcios, elevando o nível e tirando proveito do valor acrescentado e potencial que a Madeira e as restantes oito regiões têm”.

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