​Últimas Notícias

Numa altura em que a guerra da Rússia contra a Ucrânia fez disparar os preços da energia, dos combustíveis e consequentemente dos transportes, Sara Cerdas questionou a Comissão Europeia sobre a necessidade de adaptar as sinergias entre os orçamentos nacionais e os vários fundos e programas da UE, em especial os destinados às regiões ultraperiféricas, uma vez “que a recuperação económica pós-covid ficou comprometida”.

A eurodeputada do PS questionou a Comissão Europeia se pretende reforçar o apoio às regiões ultraperiféricas com novos fundos e se “considera, nomeadamente, a prorrogação, para além de 2023, do programa ReactEU, de modo a que possam alcançar os seus objetivos de recuperação”.


Sara Cerdas assume que é necessário garantias de que “a população tem acesso adequado e a preços acessíveis às necessidades básicas essenciais para a qualidade de vida e para cumprir as metas do Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, como o acesso à água, a educação e os cuidados de saúde ou os transportes”.


As regiões ultraperiféricas (RUP) enfrentam limitações permanentes ao seu desenvolvimento, reconhecidas no artigo 349.º do TFUE, nomeadamente o afastamento, a insularidade, a vulnerabilidade às alterações climáticas, altos níveis de desemprego e um produto interno bruto (PIB) inferior às médias nacionais e da UE.


A Comissão Europeia lançou, em maio, uma estratégia renovada para as regiões ultraperiféricas, na qual apresenta iniciativas que complementam e apoiam as ações regionais e nacionais. Neste seguimento, com base na estratégia apresentada, a eurodeputada do PS considera haver oportunidade para reforçar a resposta aos atuais desafios.

20 visualizações0 comentário

Sara Cerdas questionou esta tarde, no Parlamento Europeu, o Dr. Rui Portugal sobre os determinantes que contribuíram para os excelentes resultados de cobertura vacinal em Portugal, nomeadamente "quais as melhores práticas adotadas” e “de que modo estas poderão ser replicadas em outros países da UE onde ainda existe uma grande hesitação em relação à vacinação”.

A Comissão Especial sobre a Pandemia de COVID-19: Ensinamentos Retirados e Recomendações para o Futuro esteve reunida no Parlamento Europeu com epidemiologistas de cinco Estados-Membros para uma troca de pontos de vista , em que Portugal esteve representado pelo Dr. Rui Portugal.


Rui Portugal, em resposta a Sara Cerdas, enalteceu algumas estratégias que permitiram uma melhor agilização da vacinação, como a acessibilidade às vacinas, o contacto com as pessoas através de diferentes canais de comunicação, entre eles mensagens, e também um bom sistema de monitorização e comunicação de risco. Embora, como apontou Sara Cerdas, “parte, mas não a totalidade destes resultados podem ser atribuídos à memória colectiva dum passado não muito distante, em que as mortes por doenças preveníveis por vacinação eram uma realidade em Portugal”.


Portugal é um dos países no Mundo com maior proporção de população vacinada contra a COVID-19: 95% da população vacinada com pelo menos uma dose, e 86% da população tem o esquema completo. Ao contrário, por exemplo, na Bulgária, onde apenas 30% da população tem o esquema completo.


A troca de pontos de vista cobriu uma análise aos principais desafios enfrentados pela UE na pandemia de COVID-19, medidas tomadas para resolver e ações a serem adotadas. Esta comissão especial tem como objetivo analisar a resposta europeia à pandemia nas áreas da saúde, democracia e direitos fundamentais, o seu impacto na sociedade e na economia, bem como o impacto internacional.

8 visualizações0 comentário

Sara Cerdas alertou esta manhã, em plenário, para o cenário difícil que se faz sentir em Portugal com a seca. “A seca sentida na União Europeia não tem precedentes nos últimos anos, afetando mais de um terço do continente. Hoje, o cenário é drástico em Portugal”, afirmou.


A eurodeputada do PS defende uma maior aposta em “medidas de mitigação do risco de seca e vagas de calor” e exorta a Comissão Europeia e os Estados-Membros a recorrer a “estratégias de monitorização e de prevenção, com o apoio de entidades como o Observatório Europeu da Seca” e “planos de avaliação dos territórios, que deve identificar grupos mais vulneráveis a estes fenómenos climáticos extremos e incluir medidas de adaptação” para apoiar estas a ultrapassar estas situações.


“Infelizmente, já não é suficiente tentarmos reverter o impacto das alterações climáticas. Teremos de aprender a viver com elas, mas continuar a trabalhar para mitigá-las e, assim, assegurar a saúde do nosso planeta e dos que nele vivem.”


Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, 66% do território está em seca extrema e 33% em seca severa.



7 visualizações0 comentário