​Últimas Notícias

Sara Cerdas enviou à Comissão Europeia uma questão sobre qual a estratégia na União Europeia para garantir um envelhecimento digno com suporte social equitativo e acesso aos serviços de saúde adequados, em especial nas zonas rurais e mais remotas da UE, como as Regiões Ultraperiféricas, onde se verifica maior isolamento e menor acesso à informação.

A questão surge no seguimento do último Roteiro Geração Madeira no Porto Moniz, focado no envelhecimento ativo e saudável, onde ficaram patentes as necessidades dos mais idosos e os benefícios das medidas implementadas pela Câmara Municipal do Porto Moniz neste âmbito, através do Gabinete de Apoio ao Idoso.

A eurodeputada do PS questiona ainda a Comissão sobre a possibilidade de implementar projetos piloto, com vista à promoção da atividade física, ao apoio nas tarefas diárias dos idosos e a implementação de políticas de proximidade.

“Considerando os recentes compromissos assumidos para reforçar o Pilar Social Europeu e com vista atingir os objetivos definidos na Cimeira Social do Porto até 2030, nomeadamente a implementação do plano de ação e as suas 20 diretrizes, a Comissão Europeia deve apresentar uma estratégia que vá ao encontro das mudanças demográficas na Europa e que implicam que o envelhecimento ativo seja um foco político.”

“Perante o que constatamos no Porto Moniz ao nível de políticas de envelhecimento ativo e saudável, durante o Roteiro Geração Madeira, ficou evidente o potencial e como a Madeira podia servir de local privilegiado para projectos pilotos. Aquilo que se faz bem é para continuar e deve ser replicado na Europa. O Gabinete de Apoio ao Idoso do Porto Moniz é um projecto bem montado, com aplicação prática no terreno e fruto de um estudo de caracterização das necessidades da população, que recolhe bons resultados há vários anos e que pode servir como projecto piloto para aferir a sua eficácia ao nível europeu. Precisamos de potenciar esta marca social na Europa, que visa o bem estar dos nossos cidadãos a longo termo.”

O Roteiro Geração Madeira é uma iniciativa do gabinete da eurodeputada Sara Cerdas que visa aprofundar um trabalho de proximidade, identificar dificuldades no terreno e levá-las às instâncias europeias e decisores políticos a todos os níveis, com vista a contribuir para a tomada de decisão política.

21 visualizações0 comentário

Sara Cerdas aponta que a Presidência Eslovena terá um papel “crucial” em definir o ritmo no Conselho quanto ao novo pacote legislativo “Fit for 55", apresentado pela Comissão Europeia ontem, e defende que esse seja “o foco com vista a cumprir as metas e objetivos para 2030 e 2050” e uma “prioridade para proteger as gerações futuras do impacto das alterações climáticas”.

As propostas legislativas apresentadas neste pacote visam assegurar que a União Europeia cumpre a meta de redução de pelo menos 55% das emissões até 2030, relativamente aos níveis de 1990, e atingir a neutralidade climática até 2050.


A posição da deputada surgiu no seguimento de uma audição ao Ministro do Ambiente e Ordenamento do Território, Andrej Vizjak, na Comissão de Saúde Pública, Segurança Alimentar e Ambiente, onde deixou patentes estas prioridades e chamou atenção para a proteção da biodiversidade nas Regiões Ultraperiféricas.


“Sobre a proteção da biodiversidade, saudamos o seu alto compromisso em garantir uma ambição no contexto da COP15 (15ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica) e gostaria de apelar a uma consideração especial que deve ser dada às regiões ultraperiféricas, que representam 80% da biodiversidade na UE”.

A eurodeputada questionou ainda o ministro sobre como este “vai garantir a ambição na economia circular e a transição para uma abordagem baseada em todo o ciclo de vida dos produtos”, contribuindo para os objetivos do Pacto Ecológico Europeu.


No passado dia 1 de julho, a Eslovênia assumiu a presidência rotativa do Conselho da UE. Depois da audição ao Ministro da Saúde da Eslovênia, na segunda-feira, os eurodeputados trocaram opiniões sobre as prioridades da Presidência, esta quarta-feira, com o Ministro do Ambiente e Ordenamento do Território, Andrej Vizjak.


8 visualizações0 comentário

Sara Cerdas aponta o “setor do turismo como um dos mais afetados pela pandemia em especial com avanços e recuos consoante a situação epidemiológica nos diferentes países” e olha com preocupação para “as Pequenas e Médias Empresas (PME) e microempresas que enfrentam e continuarão a enfrentar graves problemas de liquidez, em especial nas regiões fortemente dependentes deste setor, como é o caso das Regiões Ultraperiféricas”.


A eurodeputada do PS deixou patentes estas preocupações durante um debate que ocorreu ontem na Comissão de Transportes e Turismo (TRAN) do Parlamento Europeu e que visou uma análise da situação atual do setor do turismo para a época estival, através da auscultação de entidades que representam as PME.


Apesar de ser unânime entre os presentes que o Certificado Digital COVID agilizou a coordenação e a movimentação de pessoas no espaço Schengen, a eurodeputada considera que ainda existe espaço para melhorar. “É importante a coordenação de todos os mecanismos, pois a multiplicação de processos nas partidas e chegadas geram aglomerados nos aeroportos e criam insegurança aos passageiros. É pois necessário simplificar os processos e dar condições aos profissionais, em especial aos operadores turísticos e aos agentes de viagens, para que possam pôr em prática as regras da UE ao nível de controlo epidemiológico.”


A eurodeputada do PS aponta ainda que “precisamos de uma estratégia para proteger os pequenos negócios e ao mesmo tempo continuar a promover a sustentabilidade ambiental e a responsabilidade social do setor”, o que passa por salvaguardar os postos de trabalho, assegurar o financiamento atempado ao setor para a sua recuperação e garantir que existe um crescimento sustentável que o torne mais resiliente e adaptado aos novos desafios verdes e digitais.


A ameaça das variantes mais infecciosas, as restrições e os confinamentos com regras diferentes, bem como uma insegurança ainda presente por parte dos viajantes, fazem com que os números previstos para o setor do turismo variem entre regiões. A perspetiva é que só em 2023 o setor recupere, com base nos valores de 2019. Sara Cerdas tem acompanhado a implementação do Certificado Digital COVID e estado atenda às preocupações do setor do turismo, tendo em conta o peso que tem para as RUPs e o impacto social e económico para o país.








6 visualizações0 comentário